Cotidiano e Poesia | One – one – one
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One – one – one

Sem arrependimentos, pois eu conheço a história, eu aprendi a sacudir a minha cruz.

No mundo que eu conheço não existe fantasia, quebraram os meus sapatinhos de cristal

_Foi no curso de existir que entendi que é com os próprios pés que se caminha e que todo o tempo do mundo é efêmero.

Eu aprendi ainda criança que a gente ganha perdendo, que para ser plural, precisei ser singular!

Eu não me importo com as cores que me pintam, não me importo com Paris ou Aparecida- importa o presente do futuro que se forma a frente.

Importa a sombra durante a caminhada e o sol que me aquece por dentro.

Com o tempo a gente vai ganhando consciência, vamos aprendendo sobre coisas e pessoas, vamos nos esticando/encolhendo- encontrando o próprio espaço, embelezando os caminhos.

Viver com verdade exige sinestesia, eu precisei aprender a afinar o silêncio e de um jeito doído/sorrindo eu atravesso os meus dias.

Uma única vez.

– Basta uma só vez para me desabitar, pois eu não negligencio quem sou por amor a ninguém… É que às vezes a única alternativa que tenho é pintar e bordar com as minhas escolhas mais difíceis.

Eu bato o cartão de me saber viver, arejo os meus pensamentos, minha consciência tranquila.

_Descanso a fragilidade que alguns sentimentos me tornam.

O amor em mim tem a forma de uma cicatriz é que, ando resgatando a parte de mim que esteve sempre nos outros. Estou me redecorando!

Desculpem mas é que precisei primeiro me escolher.

Eu caminho parque afora, dançando entre faróis e desconhecidos, esbarrando sorrisos e no vão do tempo, entre os quinze e cinquenta, bem na covinha da inocência eu descanso a minha alma.

Estou em casa com o mesmo perfume e nova mobília.

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Petrópolis – 11/03/2016

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