Cotidiano e Poesia | Pausa para respirar…
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Pausa para respirar…

Ainda olhamos pela janela, ainda ficamos sentados observando as pessoas e algumas não esperam nada elas simplesmente esqueceram.

Esqueceram que precisam de um abraço, de amor, de colo, de comida, de conversa ou de uma noite inteira com a luz acesa que é para espantar os monstros da solidão.

Somos homens e mulheres, somos muitos, somos primários carregando placas lembrando a nossa própria humanidade.

Somos egoístas por vocação e muitos de nós são barcos náufragos e outros tantos carregam em si um tipo de dor pacificada.

É uma pena saber que lá fora pessoas se escondem as vistas dos que fingem não ver.

Existir não é o mesmo que viver. Viver é nome, é pessoa- viver é ter onde passar a noite.

A vida é nua, é estúpida, é remendo. Vivemos em movimento que é para o amanhã não talhar.

Somos oito ou oitenta, ou somos concubinas ou somos santos será que não podemos simplesmente ser? Todos nós vivemos essa indelicada mania de fingir.

No fim do dia tudo que se quer é voltar pra casa só que, alma cansada não pode desertar e então, seguimos cansados, engarrafados, abduzidos pelo fluxo.

Vida… Álbum de fotografias essa é a prova incontestável dos caminhos, lugares e pessoas que visitamos será que conseguiríamos apenas guardar a palavra, apenas guardar gratuitamente imagens em liberdade será?

_Somos tantos, somos muitos e ainda assim nascemos e morremos sozinhos.

O quer dizer de fato quando dizem “eu te amo”? Parece que vivemos com medo. Medo de expandir, medo do atrevimento que é ultrapassar os limites que nós mesmos criamos.

Enquanto muitos de nós escolhem entorpecer a realidade, outros escolhem a lucidez caprichando nas atitudes. No fim, tudo é escolha.

Sabe… Acaba que somos, todos, comuns. Somos pessoas que vez ou outra acabamos pegos de jeito pela dor de alguém. Somos iguais. Temos o mesmo telhado frágil, a mesma obrigatoriedade que é nascer e morrer.

Somos passageiros nesse imenso trem mudam-se os vagões, mas os trilhos são os mesmos.

Bom, a despeito de tudo, há vida e é tempo de trégua, tempo de aprender a amar.

Somos um desassossego admirável, pois aprendemos a esperar em pé, pois cansados já estamos.

“Temos que parar para respirar fundo e desaprender o obvio afinal tudo é dicotomia”.

                                                                                

Petrópolis – 06/06/2015

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1 Comment

  • Lindalva

    Quanta suavidade, teu recanto está um encanto meu querido amigo e hoje venho aqui para te convidar a participar da 10ª Edição do Pena de Ouro seja de qual forma for, com uma poesia ou votando quando a brincadeira começar, o que importa é sentir teu perfume invadindo o Ostra da Poesia. Este é um convite spam, mas saibas que o desejo de te vê no Ostra é verdadeiro. Beijos no coração. http://ilha-da-lindalva.blogspot.com.br ****** http://ostra-da-poesia.blogspot.com.br

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