Cotidiano e Poesia | Vivos
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Cidades inteiras, Frida Kahlo, boneca antiga, ter filhos, publicar um livro afinal, o que te mantém vivo (a)?

_Viver é exposição, é julgamento.

Viver é mais que contar histórias, viver é tesão é pulsação.

Eu os vejo caminhando conversa a fora entre sentenças e espasmos.

Viver é umidade, é exibição, é olho nu.

Vida do almoço de domingo, da vista daquela janela, afinal, o que te mantém vivo (a)?

Viva os abraços genuínos, os afetos, os nossos recomeços!

Viva os cartões apaixonados, os juramentos e viva o silêncio das noites inteiras.

O que, afinal, te mantém vivo (a)?

Viva as despedidas, o ciclo que se encerra num perdão consentido, o silêncio depois do barulho.

Viva a paz do repouso, viva a delicia de se estar na própria pele!

_Viver é ausência, é dar tempo ao tempo, é aprender a lição daquilo que deixou de ser.

Viver é perder o norte, é a atitude de um ponto final, é apontar o lápis da continuação e seguir enfrente.

Nós somos amplidão, somos inicio, somos meio e nos continuar é o que realmente importa!

Talvez sejam as grosserias que a vida nos enfia goela abaixo que nos obrigue a investir na calmaria da diferença, nos provocando um novo olhar sobre as nossas escolhas e consequências.

Viver, brincar de pião, aprender a nadar, chorar no sofá, jogar-se com tudo nos braços de alguém, viver, é aprender a enfrentar-se com maturidade.

Talvez o que nos mantenha vivos seja o primeiro, o segundo e todos os encontros onde tivemos a chance de transbordar e amanhecer sereno feito água de lagoa.

O que te mantém vivo (a)?

Serão os seios, os olhos ou a tua barba – importa é estar de mãos contigo!

Estar vivo é afobamento, é esperança, é antecipar um suspiro da suspeita de uma emoção. Ah, estar vivo é coisa que ninguém explica.

Vamos nos permitir respirar os ganhos e as perdas, vamos renovar as nossas preces, afrouxar o cinto do medo e atropelar as incertezas.

Viver pra mim é seguir sem culpa, sem tristeza, sem pena de si mesmo.

É aprender a ouvir o próprio coração, é se desmanchar em sorrisos, é não saber se vai ou se fica, é sentir saudades e ainda assim, florescer por dentro.

O que me mantém vivo: é sentir por mim é ser por mim dia após dia, sentimento após sentimento.

O que me mantém vivo: São os sonhos que não se cumpriram, pois foi assim que assumi as rédeas da minha vida na intenção de não ser perfeito.

Viver é adaptação, é sentir a falta dos abraços que não demos e palavras que não oferecemos e com tudo e ou/apesar de tudo estarmos em paz.

.

Um forte abraço a todos!

                                                                                    Petrópolis – 08/03/2016

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2 Comments

  • Cairo

    Simplesmente magnífico. Devido ao dia tão corrido… Parar um pouco e ler isso é realmente uma terapia. Parabéns Vinícius. A cada texto vc se supera !!!!!!!
    Um forte abraço

  • Ana Silva

    Fantástico!!! Viver é uma obrigação! Beijo grande!!!

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